Meu Top 10 – América do Sul (parte I)

Só de pensar em escolher um top 10, até fico com dor de cabeça. Ter de ir ao arquivo das memórias, rever todos os momentos destes 8 meses, e escolher apenas 10, é mais difícil que enumerar TODOS os momentos. Mas como estou em crescimento, e a triagem e a selecção fazem parte dos 30, dizem os especialistas (e a Casa Cláudia), vou tentar.

Estou sentada no avião. Para regressar a casa. Sim. É isso. Tenho de o repetir algumas vezes porque ainda não sei se acredito. Não porque não quero voltar (hmmm, quer dizer, se me deixassem cá ficar mais um mês, não dizia que não); mas porque não sei muito bem o que me espera em casa. Além de mil abraços da minha família e um bombardeamento de perguntas dos amigos, e peixe grelhado do meu pai, e sobremesas da mãe que apesar que eu voltar uns 5 kgs mais gorda que uma texugo, vai dizer que tou mais magra, para depois de examinar bem dizer “Ah não, tas igual!”. Esperam-me sobrinhos novos que saíram das barrigas das minhas amigas grávidas que para mim nunca estiveram gravidas, porque quando fui embora, as barrigas delas eram mais pequenas que a minha com gases. Espera-me o peixe Abílio, meu animal de estimação que foi muito bem cuidado estes meses mas que agora é tempo de ser entregue a quem mais precisa da sua companhia (é um companheirão e pêras, o Abílio!) e talvez substituído por outro animal maior. Espera-me um sprint para ver se ainda apanho a minha carreira. E todos os meus colegas de dobragens e locuções que espero que tenham paciência de santo caso este motor demore a arrancar. Afinal de contas, só me esperam coisas boas. As grandes mudanças virão depois. Ou não. Yo que sé. Ah sim, esperem lá, esta vai ter de ser uma mudança urgente: tirar o espanhol do meu português, que mais pareço uma mistura entre o Futre e um emigrante brasileiro na Bolívia. Está grave e há que remediar isto que volta e meia ponho uns garantizados em vez de garantidos e uns pido em vez de peço e uns estou segura em vez de tenho a certeza. Enfim, coisas assim à boa maneira Futre, com muita tranquilidade. De maneiras que, isso é pra sair, a futridade que há em mim. É bimbo, mas foram 8 meses a falar espanhol, inglês e ali uns três pelo meio a dar tudo no meu brasileiro de novela. Porque acreditem que as vezes que falava no meu português recebia as reacções mais incríveis.

-“Ah você entende o que eu falo?! É que eu não entendo você, e a gente tá falando na mesma língua, ué!!”

-“você é portuguesa, ahh fala no seu sotaque de Portugal pra mim que eu acho tão bonitinho.

(5 segundos depois)

-“Tá, adorei! Agora repete tudo em português do brasil que eu não entendi nada.”

Ou…

-“Você fala muito bem português, viu?”

-Ah ainda bem, obrigada. É porque sou portuguesa!

“Ah, mas você fala bem mesmo a nossa língua, parabéns viu!”

😒 (este é o emoji mais fiel à cara que eu fazia)

E isto quando não me respondiam em espanhol.

-“Boa tarde, o café da manhã (sim, porque dizer pequeno-almoço é suicidio, a não ser que tenhas tempo e queiras gozar um bocado o prato) está incluído?”

-“Si, el desayuno es de las 8:00 a las 10:00h, aí mesmo no salón, viu?”.

80% das vezes que falava em português, tinha respostas em espanhol. E mesmo depois de eu dizer:

“HEY, FALAMOS A MESMA LÍNGUA, eu estou a falar português, não precisas de me responder em espanhol!!”

-“Ah, claro, Perdón, tiene razon!”

😒

Para evitar isto e os “oi?” resolvi falar em português do brasil (o melhor que podia) 50% das vezes, é que senão é muuuuuito chato e perde-se muuuuuito tempo. Pronto, agora já percebo quem vai para terras de Vera Cruz e vira brasileiro. Nunca concordei com isso e acho que é obrigação nossa ser embaixadores da nossa língua ainda para mais num país como o Brasil. Mas adoptei isso por uma questão de sobrevivência (e paciência, ou falta dela). Viajando sozinha e sendo mulher, no Brasil, quanto mais te puderes integrar e passar despercebida melhor. Quando te ouvem falar português, em muitos lugares, soa a €uros e inflaciona logo ali o valor do serviço ou produto.

Já me estou a afastar do tema. TOP 10. (E o avião tá atrasado, vai descolar agora mas com meia hora de atraso, o que espero que não interfira com os outros 2 voos que tenho de apanhar até chegar a Portugal, até porque vou chegar de surpresa para dar um ataque à minha mãe, que acha que só chego no final da semana.)

Como já disse muitas vezes, hmmm, não foram assim tantas na verdade, porque como provei não sou blogger material, não nasci para isto, para escrever todos os dias, ou todas as semanas. Adoro escrever e escrevo para mim. Pensar que outros vão ler faz-me ter mais cuidado e isso dá-me preguiça. Não sou a pessoa mais disciplinada, confesso. Mas como dizia, esta viagem começou sem planos. Vim com um bilhete de ida para Buenos Aires, e tinha um seguro de viagem para 9 meses. Queria fazer 1 mês em cada país. 9 meses, 9 países; que sem planear nada, tinha ideia que queria fazer a América do Sul, excepto Venezuela e Guianas. Se desse para a Nicarágua, a Guatemala e mais uns quantos lá para cima, melhor. Tinha pensado começar na Argentina, e ficar um mês a viajar de norte a sul e depois subir o Continente pelo este, ficando um mês em cada país. Foi o oposto. Fiz 8 meses e visitei 8 países. Não fiquei um mês em cada um, como planeado, porque a vida é uma caixinha de surpresas e o meu lema desta viagem passou de “eu decido onde vou” para deixar que sejam os lugares a decidir se fico ou vou. Resulta melhor, acreditem. Muitas vezes é o lugar que nos escolhe ou nos expulsa. Quando tudo corre mal num sítio, talvez seja boa ideia fazer a mala e pôr o pé na estrada. Quando tudo está de vento em popa, talvez os 2 dias se possam transformar em mais, até que o lugar decida que está na altura de ir. Foi isso que me aconteceu.

EXPECTATION:

REALITY:

O plano geral foi ao ar e ainda bem, se voltasse atrás não mudaria nada nem faria desvios. Fiz uma viagem incrível. Pela América do Sul, e dentro de mim também. Olha o clichê, pareço os outros que vêm mudados da Índia. A minha Índia vai começar agora. Chega de metáforas e vamos ao TOP 10. (Sinto-me tão Rita Seguro em modo Portugal Radical).

Mensagem de rodapé: “Este top 10 foi elaborado depois de grande escrutínio e muita dificuldade, e nele não figuram muitos dos lugares maravilhosos que vi, porque top 10 é 10 e não 20.”

Começo pelo último, e não que esta lista tenha uma ordem crescente, porque cada lugar foi especial à sua maneira mas porque assim facilita a leitura e é mais entretido para as cinco pessoas que podem vir a ler isto. (No fundo tou só a encher chouriços porque não faço ideia que lugar escolher, e porque tou na minha primeira escala depois de 11h de viagem muito desconfortáveis, apesar do avião ir quase vazio.) Mas às vezes acho que tenho uma sorte descomunal ou que há aí uns duendes a zelar por mim. Pois não é que ‘tava eu no avião com uma gula desgraçada, com umas ganas de comer qualquer coisa doce quando vejo passar a hospedeira com kinder Buenos (só um dos meus chocolates preferidos e MUITO DIFÍCIL de encontrar na América do Sul!!!). 8 meses num continente sem o meu chocolate preferido, significam 8 TPM’s mais difíceis. 😒 Para quem dormiu o voo todo, as duas amostras de refeições que serviram foram suficientes. Para quem, como eu, não dormiu nada e além disso foi um voo diurno (e agora tou aqui em Madrid, às 5:42h da manhã mas o meu corpo diz que são 23:42h, de rastos). Vou eu com toda a gula e pompa, chamo a hospedeira e peço um kinder bueno.

“Son 2 euros, señorita.”

Eu, que já não tenho euros há séculos, pergunto-lhe se posso pagar com cartão. Diz que só acima de 5 euros. Não vou de modas e aposto tudo no mesmo cavalo.

-“Entonces de me 2 por favor!”

PUMBA. ALL IN NO KINDER BUENO!

Tudo parecia estar a correr bem, ia meter finalmente um (dois!!) kinder bueno à boca, já estava a salivar, preparava-me para abrir a embalagem quando ouço:

-“Perdón señorita pelo solo aceptamos tarjeta de crédito y esta es de debito!”

Raios partam que me estavam a adiar o prazer e a fazer sofrer. Peço-lhe que espere pois tenho o cartão de crédito na mochila guardada no compartimento superior. Saco da mochila, e depois de revirar tudo… lembro-me… ahhhhh😱😱😱😱 “Deixei a carteira na mochila que foi para o porão. Maldição!!!!”. Por causa de excesso de peso na hora do check-in tive de fazer umas trocas e baldrocas de malas e maletas e lá ficou a carteira no porão. Aí vi os dois kinder dizerem-me adeus. Apesar de “bem-à-tuga” ainda tentar o velho “Mas olhe que este cartão às vezes funciona como crédito, Oh experimente lá faxavori”. NAH!

Adeus kinder. Olá fome.

Tudo estava perdido, e eu cheia de fome, quando de repente a hospedeira muito querida vem ter comigo e num tom de voz comprometedor me diz “Para matar tu gula!”, e me enfia dois chocolatinhos na mão. Cacau 70%!!! Aqui não se brinca em serviço. Uma fofa. Desfiz-me em sorrisos e agradecimentos e meti os dois na boca de uma vez. 4horas depois, e eu sem dormir, volta a fome e a gula e o kinder bueno não me sai da cabeça. Penso: “Quando aterrar vou directa ao Duty Free comprar um. Dois.”

É agora que entram os duendes e a minha sorte se comprova. Estava eu a salivar novamente, a sonhar com os ditos Buenos, quando olho para o chão à frente do meu assento e vejo… um chocolate e ao lado, uma moeda de 2€!!!!

😱… (dou-vos um minuto para assimilar).

Eu tinha pedido um chocolate, mas isso e uma moeda exactamente de 2€, o preço do Kinder Bueno, parece demais, não?! Pelos vistos o universo resolveu brindar-me com um mimo para tratar a minha depressão pós-viagem. Eu estou sentada no lugar junto ao corredor, nas duas cadeiras ao meu lado não há ninguém. Procuro por mais alguma coisa no chão, a ver se me dá uma pista sobre o dono da moeda. Mas nada. Ninguém à minha volta tem malas no chão. A maior parte dos lugares ao meu redor estão vazios. Entro em conflito interno; que faço? Pergunto em voz alta quem perdeu uma moeda de 2€? Chamo a hospedeira? Digam-me lá, o que fariam vocês?! Acreditem que estive ali uns bons minutos em conflito. Nunca fiquei com nada que não fosse meu. Nunca roubei nada. Mentira, roubei um anel de plástico numa loja quando tinha uns 11 anos e cada vez que olhava para ele tinha tantos remorsos e náuseas que o deitei fora. “Opá isto é o destino! O universo quer-me oferecer um kinder bueno, e eu não posso recusar, talvez assim a viagem se torne menos dolorosa!”

E assim foi, “un kinder bueno por favor, señora. Muchas gracias”. -Olhe, nem de propósito, 2€ que tenho aqui certinhos que me nasceram do céu.

Não sei se era uma prova tipo Amiga Olga, a-chave-ou-o-dinheiro; ou neste caso o-chocolate-ou-os-2€; mas eu cá comi os dois. O chocolatito (que era igual aos que a hospedeira me meteu na mão, e acredito que tenha deixado cair um!); e com os 2€ comprei o kinder bueno mais caro da minha vida, mas mais saboroso. Não me julguem! 😔 Pronto, agora tou pronta para o Karma que se segue. Mau, mas vamos ao que interessa ou que?!


Nº 10:
Cabo Polónio, Uruguay

Ese lugar mágico tinha de figurar nesta lista. Está quase a par com um outro que estará mais à frente. Encontrei este lugar logo no princípio da minha viagem e em poucas palavras é o paraíso hippie na terra. O uruguay já é um país incrível, como já descrevi num post anterior. E Cabo Polónio é o culminar da paz, da tranquilidade, no meio do nada. A viagem até lá faz parte da magia. Acredito que não se manterá um paraíso por muito mais tempo, porque o excesso de turismo e tudo o que de mau vem com ele, está a corromper e desvirtuar o lugar. Mas ainda assim, é mágico. Focas, areia por todo o lado, música, o céu mais lindo que já vi, é uma tranquilidade sem igual. Dos amanheceres mais lindos que já vi. Se forem ao Uruguay, não deixem de ir, e ficar pelo menos 3 dias. Esqueçam o chinelo e a presunção, este lugar é pura honestidade e relax. Só não esqueçam a carteira, que lá é tudo bem caro. Mas é possível trocar trabalho por dormida. Aqui também falei de Cabo Polónio, com fotos que nunca vão fazer jus à realidade.


Nº 9:
Eu a ser radical, Ecuador

A pequena vila de Baños de Água Santa, no Equador foi uma surpresa. Aliás, todo o Equador foi uma surpresa. O país pequenino que ninguém (pelo menos eu) não esperava ser tão rico e tão variado. Os Galápagos tiverem de ficar para outras núpcias, quando orçamento chegar lá. Mas digo-vos que tudo o que vivi no Equador não fica nada atrás das histórias que ouvi dos Galápagos. O equador é um país tão rico em termos de diversidade biológica, de fauna e flora que lá há um ditado que diz que podemos tomar o pequeno almoço na praia, almoçar na selva, passar a tarde na cidade e ver o pôr do sol nas montanhas. Pois, eu como fã dos ditados, fiz isso tudo. É um país tão espectacular que ocupa mais que um número neste top. E no número 9, fica a vila de Baños, conhecida pelas actividades radicais. Ou o dia em que borrei as cuecas de medo, gritei de adrenalina e ri de nervos. Tudo isso porque atravessei um rio em rafting, sobrevoei um canhão em zipline, atravessei uma ponte a 80 metros de altura, e escalei 90 metros de parede natural. E tudo no mesmo dia. Uff. E no final, fui a banhos às termas naturais para lavar as cuecas. Tudo por menos de 40€. Inesquecível e indescritível.


Nº 8:
As maiores palmeiras do planeta, Salento na Colômbia.

A Colômbia era o país que todos me diziam que ia amar. Confere. Começando pelos colombianos que são maravilhosos, um povo que transborda simpatia e alegria. E o país é uma caixinha de surpresas. Vi cidades, praias desertas, ilhas paradisíacas, montanhas. Cada coisa mais linda que a anterior. Dos meus sítios preferidos, destaco Salento. Uma aldeiazinha a 5h de Medellín, que só com um bom estômago e muita pastilha para o enjoo se chega lá. Salento é zona de café, mas não só. É também onde estão as maiores palmeiras do planeta. E para quem isto não lhe diz nada, garanto que não ficava indiferente à paisagem. Uma caminhada de 5h por entre mato, rios e montanhas, até chegar a este cenário idílico digno de um episódio das Viagens de Gulliver. Maravilhoso!

Fiquei no Hostel El Viajero, por 8€ cama em dormitório privado, e a caminhada até às palmeiras saiu por menos de 5€. Uma viagem de de 20 minutos de Jeep até à entrada do parque e depois, preparar as perninhas para uma longa caminhada, a quase 4000 m de altitude e não esquecer as botas de borracha e bateria no telefone para registar esta beleza.


Nº 7:
Cuba – mixed feelings

Cuba não estava nos planos, mas uma viagem barata de Bogotá (180€ ida e volta) fez-me pensar duas vezes e lá fui.

Cuba é um paradoxo, agora como está. Ainda continuo sem saber muito bem o que pensar. Social e politicamente é um misto de sentimentos. A ideologia socialista que Che e Fidel sonharam para este país está totalmente corrompida pelo turismo capitalista que invade o país a cada dia. Conheci muitos cubanos, fiquei sempre em casa de famílias cubanas, pois é no turismo que eles vêem a possibilidade de conseguir mais do que o estado lhes dá. Do lado do estado, diz-se que têm tudo o que precisam, saúde, educação, casa e alimentação. Do lado da rua, eles dizem que não chega, os salários são miseráveis e vêem o seu país ser invadido por turistas que esbanjam riqueza e que lhes fazem acreditar que o capitalismo é uma pedra preciosa embrulhadinha em papel de seda, que os vai fazer chegar mais longe.

Cuba é uma sociedade com uma política madrasta, e com um povo descontente. O próprio estado quer manter as políticas sociais mas quer uma trinca do capitalismo que tanto rejeitaram. Ainda vai levar uns bons anos até que um equilíbrio se encontre. Não há sociedades perfeitas, e apesar de não ter encontrado pobreza à cara podre, o estado corta as raízes de quem tenta crescer. Gregos e troianos querem as políticas sociais e as regalias de uma sociedade igualitária mas o capitalismo que se instala na ilha vindo de fora, transforma tudo e todos em gananciosos e verdadeiros negociantes que nunca sabemos se estão a ser simpáticos ou a querer meter-te a mão no bolso. Fora isso, Cuba é uma Ilha mágica. Em 15 dias, visitei 6 cidades, dei a volta à ilha e vi coisas lindas. O que menos gostei, inesperadamente, foi Havana. O que mais gostei, foi a história e a resiliência de um povo que ainda vive em luta. Moral da história: só confirmei que os americanos (estado-unidenses) são uns filhos da mãe sem escrúpulos. Quero voltar a Cuba daqui a uns 5 anos, será um choque ver como tudo mudou. Espero que para melhor. Coisas giras: o sotaque dos cubanos e a maneira de falar à Cebolinha da Mônica; trocando os “r” pelos “l”. Lindos palques que há em Cuba.

Nota: Esqueçam Varadero. Não percam Viñales.


Nº 6:
MachuPicchu, Peru

Outro lugar mágico, que todos já ouviram falar mas poucos terão a sorte de o ver como está agora. Prevê-se que daqui a uns anos, parte das ruínas estarão interditas ao público para preservar a sua integridade. Sinceramente, esperava mais do lugar. Acho que isso acontece quando vês tanta coisa linda, tanta maravilha, construções tão impressionantes, vês tanto de uma civilização (inca) e as tuas expectativas ficam cada vez mais altas. Para mim, Machupicchu vale pelo pacote completo; a experiência de viajar até lá, de comboio, a subida até à entrada, e toda a magia e história de séculos de esforço e sabedoria de uma civilização que com muito pouco fez o que fez. As civilizações antigas são subestimadas. Tudo o que sabiam, o que faziam, já era para nós estarmos bem mais avançados do que estamos hoje. Com 3 pedras e meio pau sabiam tudo das marés, das luas, estações do ano. As construções anti-sísmicas deles foram mais resistentes a todas as intempéries que muitas das nossas hoje em dia. Diz-se que o MachuPicchu nunca se vai desmoronar, mesmo que tudo ali à volta caia, aquelas pedras foram colocadas com muita mestria. O sistema hidráulico deles é engenharia de ponta. Mas tudo isso é batido aos pontos pela energia incrível do lugar. E pensar que foi tudo descoberto por acaso, quando o norte-americano Hiram Bingham, em 1911 andava a estudar o caminho de Simon Bolivar e deu com aquilo. Apenas 40% (aproximadamente) do que vemos nas ruínas, é original. O restante foi reconstruído com base em estudos e muito do que se diz são suposições e considerações. Que os incas eram gajos espertos mas misteriosos. Ainda estão por desvendar muitos segredos desta civilização. Machupicchu foi mágico sim. Não tão mágico que mereça um lugar mais acima nesta tabela; mas que culpa é que eu tenho que a América do Sul seja um continente inteiro tão espectacular.

Ollantaytambo; ruinas incas perto de Machupicchu que valem a pena conhecer.

Os últimos 5 do top 10, estão no post seguinte. Este telemóvel está tão carregadinho de fotos e cenas que não aguenta um post tão longo.

Vemo-nos no top 5. Até já.

Keep reading…

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