Viajar sozinha – Dicas e Hacks de uma viajante.

Essa é a pergunta que mais me fazem e a preocupação mais constante de quem tem a vontade de o fazer (e dos meus pais, claro!).

Estou acostumada a viajar sozinha, seja para fazer mini cursos, intercâmbios, voluntariado ou simplesmente para curtir. E isso pode ter tanto de aterrador como de libertador.

Hoje, 6 meses e 6 dias depois de ter saído de Portugal com a mochila às costas sem data de regresso já não tenho os mesmos medos que tinha quando parti. Tenho outros. Muitos mais. Mas também tenho uma maior capacidade de reconhecer se são medos irracionais ou se se devem ter em conta. Viajar sozinha obriga-te em primeiro lugar; a aprender a estar sozinha. Por mais que achem isto absurdo, experimentem só poder contar apenas e exclusivamente convosco; depender unicamente das vossas decisões; ser a única responsável pelos teus actos e ações e ter de lidar com as consequências dos mesmos. Aprendes a ser 100% honesta contigo mesma, que é bem mais importante do que ser honesta com os outros, porque uma coisa leva à outra. E a honestidade para connosco é algo que não acontece sempre no nosso dia a dia. Quantas vezes não fazemos coisas que não queremos e dizemos coisas que não sentimos para não causar tanto dano aos outros, para agradar à vizinha, para manter uma certa imagem, para isto e para aquilo.

O pensamento de viajar sozinha é :”ninguém me conhece, não devo nada a ninguém, é a minha viagem, vou fazer o que me der na real gana”.

Foto: Como por exemplo passar 3 dias na selva Amazónia em modo sobrevivência, coisa que ia matando a minha mãezinha.

Este pensamento está longe de andar de mãos dadas com o egoísmo. Pelo contrário. Ao viajar, sinto-me sempre mais próximo do outro, do que me rodeia, mais altruísta, mais atenta e mais consciente das minhas decisões e do impacto que elas terão no outro, e no planeta.

Mas como ninguém quer ouvir as filosofias de uma louca de mochila às costas, vou falar em aspectos práticos da vida de viajante.

Pontos nos is, ir de férias e estar a viajar é diferente. O orçamento, o tempo, tamanho da mala, o que se leva, o que se faz, o que se come, onde se dorme, como se viaja, todas as decisões, e a entrega às mesmas são apenas alguns dos aspectos que distinguem um e outro.

Ao contrário do que se pode pensar, o maior planeamento de uma viagem assim, longa e sem companhia, acontece antes de mesma viagem. Depois de ter pisado chão Sul Americano, ao sair do avião, os planos foram todos à vida. Não me canso de repetir: o melhor de viajar sozinha, é poder não ter planos porque só dependes de ti. As melhores coisas acontecem quando não planeias. É clichet mas é verdade. A única coisa que planeei e muito bem foi a preparação prévia da viagem.

Quero bazar, e agora? – VAMOS POR PARTES!

1. Tomar a decisão de ir. Definir um orçamento. Realista! Ter 3000€ poupados e querer ir um ano para o Japão, não vale. Bom senso, malta. Com base nisso, decidir para onde e durante quanto tempo. (Mais ou menos váá… que eu tinha planeado um continente e escapei-me para outro e vim sem bilhete de regresso). Mas pelo menos uma ideia geral, para facilitar os próximos pontos. Compra o bilhete! Nesse momento começa o countdown!!!

2. Avisar a tua família e amigos. A minha não se chocou (muito!) porque já sabem que me falta um parafuso e vim à procura dele. Os amigos muito menos.

(Skype é rei. Aqui a minha irma mais tonta hoje as 7h da manhã (de cá), 14h da tarde lá, a receber os parabéns pelos seus 33!)

3. Pontos nos is com o teu emprego. Despedir. Renunciar contrato. Continuar a trabalhar à distância (se assim for possível). Mandar tudo à fava e ir. No meu caso foi fácil porque como trabalhadora independente e intermitente (ora trabalha, ora não, ora ganha, ora perde), foi mais fácil. Terminei contratos abertos de dobragens, recusei castings para trabalhos de longa duração, e felizmente como tenho dos melhores empregos de sempre, posso trabalhar à distância como locutora de publicidade. Há uns anos investi alguma guita num bom microfone e material para poder gravar à distância. É por isso que mesmo depois de 6 meses fora do país, a minha voz ainda vos entra pelos rádios e televisões adentro em anúncios como Novo Banco e Vigor. E outros que deixei feitos antes de vir. Posso até ter um bom material de gabação, mas garanto-vos que gravar em hostels ou cabanas no meio da floresta não é tarefa fácil. Comprar o silêncio de gente já me custou rodadas de bebidas ou um cozinhado. Já tive até de alugar quartos privados em hostels só para garantir uma horinha de silêncio. O raio do microfone é tão bom que capta até os pássaros e as ondas ao longe.

4. Deixar a tua vida em standby. Ou seja, cancelar as tuas despesas fixas (como seguros, despesas de casa, conta de telefone, etc). Se a tua casa for alugada, renunciar o contrato, ou fazer sub-aluguer, ou metê-la em Airbnb com alguém de confiança ou agência, caso o teu contrato o permita; alugá-lá a um amigo, etc. Ou deixar tudo como está mas lembra-te que terás não só as despesas da viagem, mas as da tua vida e isso não é a opção mais libertadora. (Ups…e foi a minha! Caras como estão as rendas em lisboa, deixar a minha casa seria kamikaze.)

5. Fazer guita com o que não precisas. Falei disso no primeiro post. Vender as tuas tralhas dispensáveis na feira ou no olx. Das melhores lições de uma viagem assim, é que vais aprender a viver muito tempo apenas com o conteúdo de uma mochila. Quando regressares à tua vida e voltares a clicar no play já nada vai ser o mesmo. Eu estou a seis meses do início e sinto me agoniada só de pensar na quantidade de coisas que tenho em casa. Estou ansiosa para me ver livre delas, mal volte. Viver com uma mochila é do mais libertador que há. Isto que souberes armar MUITO BEM uma mochila. E sobre isto falarei já a seguir. “Hacks & Dicas de Backpacker”.

6. Depois de passares por estes 5 pontos e ainda não teres desistido, é hora de começar a pensar no plano de viagem. Eu nunca tive um plano. Tinha uma ideia geral de fazer um país por mês. O que foi logo por água abaixo no primeiro país onde só me aguentei 1 semana. Eu não estava preparada para Argentina naquele momento. Às vezes acontece isso. Aconteceu me muitas vezes deixar que seja o local a decidir se fico ou não. Quanto mais planos tentei fazer mais me saíam furados. Há 5 meses que deixei de planear. E estou mais feliz desde que o fiz.

(Cuba por exemplo não estava nos planos, mas who cares?!) – também não estava nos planos enterrar a pata na bosta do cavalo e aconteceu.

Podia escrever sobre os lugares mais maravilhosos onde já estive e sobre histórias e experiências que vivi, mas sinceramente, e contra tudo o que achei que ia acontecer, nem sempre tenho vontade de escrever no blog. Escrevo muito para mim. Num caderninho que tenho. E esse é só para mim. Para os outros, às vezes vai-se-me a vontade. Perdoem-me. Em vez de escrever sobre os lugares e sobre a viagem, desta vez vou escrever sobre o que tenho na minha mochila, alguns Hacks e itens que me fazem sentir mais segura e cómoda a viajar sozinha.

Ao viajar sozinha (ou em grupo), num lugar desconhecido, não se pode agir da mesma forma que no nosso bairro. Há sempre um sentido ultra-alerta. Tenho algumas ações tão automatizadas, que quem às vezes está ao meu lado fica a olhar para mim como se fosse maluca. No Brasil, dei conta que caminhava sempre do lado mais próximo da estrada quando alguém se cruzava comigo, ou quando estava sozinha, caminhava mais perto dos prédios. É um reflexo automático e inconsciente, mas ouvi tantas histórias de gente que é sequestrada por carros que param na beira do passeio e em menos de 5 segundos te levam e ninguém vê nada, que não arrisco. Ou então gente que é empurrada para a entrada de um prédio e fica totalmente indefesa. Por isso adoptei esse sistema intuitivo de caminhar.

(Prédios e estradas, tudo a ver com a foto!)

Felizmente até agora nunca me aconteceu nada, em nenhuma das viagens que fiz. E os assaltos que tive não foram violentos, só assustadores. Nesta viagem, já tive alguns roubos mas sempre em hostels e sempre sem dar conta. Mas coisas sem importância. Toalhas, carregadores, chinelos, roupa. Tudo o que é de valor deixo sempre em cacifos.


Vamos então por tópicos:

-SEGURANÇA:

1. Viajo com 4 cadeados. (Mentira, 3! Esqueci-me de um num hostel!). Um grande, um pequeno é um cadeado de cabo de aço. Vende-se na Amazon e tem um metro de fio de aço. Em viagens longas serve para atar os meus pertences a mim, ou ao banco do autocarro/comboio. Claro que ladrão que quer, consegue tudo. Mas pelo menos, podemos tentar dissuadi-los dificultando-lhes a vida, não?

2. O spray pimenta é ilegal em muitos países. Em Itália não; descobri isso quando há duas semanas o spray de uma italiana disparou sozinho num autocarro e de repente ninguém conseguia respirar. Foi aflitivo. Senti o poder de uma coisa tão pequena, e digo-vos que é devastador. Ardem-te os olhos e não consegues respirar!! Como em Portugal não é legal, comprei um spray desodorizante pequenino, que levo na mochila e não tem o mesmo efeito mas pode ajudar numa situação de perigo. Experimentem mandar uma sprayadela de Dove ou Axe nos olhos e digam-me se não ficam vulneráveis uns segundos. Rudimentar mas útil!

3. O canivete do meu pai. O meu pai Vítor (pra não confundir com os outros 4. Ahah. Calma pai, é apenas para efeitos de humor!) deu-me um canivete Victorinox, (viste? Continuas a ser o meu pai preferido!). Os suíços além do chocolate são bons nos gadgets! Go Suíça! Não há uma semana em que não o use! Atenção: nunca levar em bagagem de mão nos voos senão ficam sem ele.

4. Lanternas e isqueiros. Sempre úteis.

5. Álcool em gel. Embalagem pequena que vou enchendo quando encontro dispensadores (hostels, aeroportos, etc). No poupar é que está o ganho, já me ensinou a senhora minha mãe. Tenho também álcool em spray para desinfectar o que precise de ser desinfectado. Corta-unhas, canivetes, feridas, etc. E tenho um spray impermeabilizador que faz isso mesmo que o nome indica. (Confesso que não funciona a 100%, mas repele um pouco a água, vá!)

6. Kit primeiros socorros. Já safou muita ferida. Minhas, e de outros. Já trabalhei em hostels que não tinham nem um quarto das coisas que tenho no meu kit. Comprei o meu na Tiger, por incrível que pareça, e completei-o com muitas outras coisas (termómetro, gel desinfectante, compressas, adesivo, medicamentos de todo o tipo, etc)

(Os medicamentos para ocupar menos espaço, coloquei-os numa caixa com compartimentos e nomeei-os todos inclusivé data de validade. Tenho mais medicamentos, está é apenas a caixinha que anda sempre comigo para emergências. As bulas de cada um estão fotografiadas e arquivadas na cloud.) – vês pai, como sou esperta e cautelosa como me ensinaste?

7. Kit costura. Pode parecer parvo, mas já me serviu para remendar imensas coisas, e para furar bolhas nos pés ou tirar farpas das mãos.

8. Apita aqui. Quem me ensinou isto foi o meu tio Tó. Ter um apito sempre ao peito caso queiras chamar por ajuda e te falhe a voz. E eu tenho. Mas perdi-o na selva há uns dias. Felizmente não precisei dele. Só tenho de encontrar outro.


-TECH GADGETS

1. iPhone continua a ser o meu número 1. Num dos posts escrevi sobre todas as apps super úteis que uso em viagem. Check it. (Fotografias, Conversores, guias de poupanças, fotos, mapas, backpacking, etc)

2. Phones. Auriculares. Viajo com 3 pares. Porque a Apple às vezes roça um bocadinho a sacanice e a malvadez, obriga-me a viajar com uns auriculares para o telemóvel e depois com outros com um jack normal como os telemóveis normais (!!!) para conectar em autocarros, aviões, etc etc. Como sou muita esperta, tenho um adaptador e consoante a entrada de phones, ponho-o ou tiro-o. Depois tenho uns phones grandes mais pro profissional, para trabalhar com o microfone, como já mencionei.

3. Powerbank! Aleluia! Uma invenção de bradar aos céus. A minha é de 10000mh e tem autonomia para 4 cargas de telemóvel. Além disso vem incorporada com duas lanternas, uma muito brilhante e forte, e outra mais pequena. Muito útil quando se tem de fazer a mala a altas horas da madrugada e as restantes 9 pessoas do teu dormitório estão a dormir e tudo está às escuras.

4. Adaptadores. E mais uma vez, como a Apple é como um filho único egoísta e quer a atenção toda, tive de comprar um adaptador com duas entradas, porque os novos modelos obrigam-te a escolher: ou ouves música ou carregas a bateria! Lá me rendi ao filho mimado e comprei um adaptador e já posso fazer ambos. Muito útil numa viagem, acreditem. Outro adaptador muito útil, é o de corrente para tomadas. Gastei 50€ num bom adaptador de corrente universal. Com todas as saídas de todos os países do mundo, e duas entradas USB. uma maravilha que me foi roubada a pouco mais de um mês de viagem! Que quem mo roubou faca bom proveito dele! #karma

5. Cabos. Isto mais parece um anúncio ao filho único, Apple, com uma pontinha de ressabianço, mas não. Os cabos do carregador de iPhone são uma bela bosta. Quantos já estragaram? Quantos não se esfarelam todos e terminam com os fios de fora e remendados com fita? Eu desisti! Comprei um cano de 1,5m (sim, enorme!!!) numa loja, de outra marca. São cabos mais resistentes, com revestimento bastante forte e compatíveis com o iPhone. E o comprimento pode parecer excessivo mas acreditem que nem sempre têm a sorte de estar sentados, ou ter uma cama perto de uma tomada. Oh yeah!


-ORGANIZAÇÃO

Quem me conhece, sabe que sou organizada é uma control freak. Apesar de isso estar a diminuir nesta viagem em relação a alguns aspectos da minha vida, ao viajar com uma mochila é preciso ser meticulosamente organizada, para poupar tempo e chatices.

1. Bolsas e bolsinhas. Sou a rainha das bolsas, é verdade. Tenho bolsas para tudo. As mais úteis são umas que comprei na Decathlon, onde coloco a roupa. Numa, a roupa de verão: 3 calções, 7 tshirts/tops, 5 vestidos, 1 camisa, 1 leggings, 1 macacão, 2 pareos. Noutra, a roupa de inverno: 1 jeans, 1 calças de treino, 1 calças algodão fino, 3 sweats, luvas, gorro, gola polar (acreditem que o ar condicionado no verão em viagens só não me matou graças à gola polar, e agora que cheguei ao inverno, também é a minha BFF!). Numa outra bolsa mais pequena, a roupa interior (cuecas, soutiens e meias). Tenho uma bolsa de rede que uso para colocar a roupa a lavar para não perder meias nem cuecas. Bolsas para carregadores. Bolsas para higiene. Bolsas para os sapatos (1 havaianas, 1 par de ténis todo-o-terreno, 1 par sapatos raso de cidade. Em 6 meses já renovei os 3 pares. Roubaram-me 4 pares de havaianas. Usei os meus antigos ténis até à exaustão; e depois de duas reparações nas solas das birskenstock, tive de as dar. Nunca deitei nada fora. Ofereço sempre a alguém. Acabo agora mesmo de oferecer 5 peças de roupa a uma senhora. Roupa que lhe faz mais falta a ela que a mim. #desapego). Resumindo, Bolsas para tudo. Não tenho nada na mochila que não esteja dentro de bolsas. Pode parecer um exagero, mas fazer e desfazer a mala de 2 em 2 dias, fica muito mais fácil quando é só tirar bolsas e voltar a pôr tudo no sítio.


2. Bom casaco. Para a chuva, vento e frio. Comprei um na Decathlon na secção de criança (Dica: se tiveres menos de 1,65m como eu, os preços são sempre mais acessíveis nas secções de criança.) Sempre fui fã de peças versáteis. O meu casaco é 2 em 1. Um impermeável corta vento com capuz, e se faz frio, pode encaixar-se um polar por dentro que é uma maravilha. 2 em 1, por menos de 20€. Não são as cores mais discretas, é verdade, mas salvou me na chuva e na neve. E bem Sobradinho (numa bolsa claro!!) cabe num buraquinho da mochila.

(Para a selva, frio, vento, neve, caminhadas, cascadas, desporto, para tudo. Para as fashionistas as cores podem ser um atentado, para mim é um salva vidas.)


3. Bolsa de higiene. Tenho um necessaire bem pequenino de gancho que coloco junto à cama onde estou, com creme, espelho, e coisas básicas de gaija. Para o banho, uma bolsa (claro está!) impermeavel, à qual atei um elástico na ponta para poder pendurar nas torneiras, porque nem todos os chuveiros que vais encontrar têm prateleiras. Tenho uma ventosa com um gancho para pendurar a roupa ou a toalha quando não há lugar para tal. Uma saboneteira (caixa plástica para o sabão) é útil e impede que o sabão empape tudo. Embalagens pequeninas para champo, amaciador, e gel de limpeza facial, que vou enchendo à medida que vão esvaziando. Estojo para escova, pasta e fio dentário.

Sou fã de miniaturas e coisas que encolhem. Super escova.


Tento ao máximo ser ecologicamente consciente e fazer escolhas mais seguras para o ambiente. Troquei as toalhitas desmaquilhantes e os algodões por uma invenção maravilhosa. Chama-se Magic make up Remover, vende-se na sephora e são toalhitas de pano reutilizáveis que com o auxílio de sabão limpam a maquilhagem toda e secam da noite para o dia. Uma coisa que temos de aprender com os sul-americanos, é a grande consciência da finitude dos recursos naturais do nosso planeta. Talvez por terem um continente tão rico em belezas naturais. Gracias Pachamama!!

4. kit viagem. Máscara para os olhos, almofada insufláveis, e tampões para ouvidos. Acreditem que não consigo viajar sem está santíssima trindade do viajante. Fazes viagens longas e tens de dormir durante o dia, se fores como eu, alérgica à luz, seja em viagem, ou num dormitório que partilhas com mais de 10 pessoas que cada vez que entram no quarto ligam a luz; a máscara dos olhos vai ser remédio santo. Há quem prefira as almofadas de espuma, eu também. Mas as insufláveis fazem o mesmo trabalho e não ocupam espaço. Os tampões de ouvido deixam te dormir tranquila quando há festa no hostel ou quando colado com o teu quarto há um ginásio com aulas de zumba/reggaton até as 23:00; como foi o caso do último hostel onde fiquei, na noite passada.

5. Pareos. Paños de praia numa linguagem mais simples, são muito úteis para tudo; tapam-te as pernas num autocarro, cobrem-te a garganta, servem de almofada, mas mais importante que tudo: transformam-se em cortinas na tua cama de dormitório. Tantos meses a partilhar o teu quarto com estranhos, aguçam-te o engenho. Vestir, despir, ou simplesmente ter privacidade porque sim, é um pequeno luxo que não dispenso a viajar.

6. Mochilas e malas. Uma boa mochila é essencial. Já falei da minha. Tenho uma grande, uma média com os itens de mais valor e produtos de higiene. (Por vezes quando sei que vou fazer viagens curtas, deixo a grande no hostel, e viajo por uma semana ou quinze dias apenas com a média. Foi o que fiz para Cuba, por exemplo). E uma mochila pequena para o dia a dia onde levo comida, água, guarda-chuva, etc etc. E uma bolsa de cintura que dá menos nas vistas e está sempre virada para a frente. As doleiras (bolsas de cinturas para colocar dentro da roupa com dinheiro e passaporte) também são úteis. Tenho duas.

(E nesta foto nem todos os hacks e truques acima serviram para me impedir de borrar as cuecas)


E para terminar que este post está a ficar gigante e o telemóvel já me fraseou três vezes; apresento-vos o melhor amigo dos cheiros. Quem nunca passou pela vergonha de sair de uma WC pública, seja num hostel, shopping ou em casa de alguém e ter alguém à espera para entrar na casa de banho que acabaste de deixar com um pivete daqueles?! 💩😱🤭🤢 Pois bem, A SOLUÇÃO CHEIRA A LIMÃO. comprei no brasil mas também há em Portugal, (na sephora acho!); umas gotas na água antes de usar a retrete e viva o cagalhão a cheirar a limão. Acaba-se assim com a vergonha e o mau cheiro. 🤗 🙌🏻 🍋


E agora sim, vou antes que isto bloqueie outra vez. Em duas horas saio do Ecuador para o Peru. Prometo que desta vez não fico tanto tempo longe do blog. Hummm… não prometo mas vou tentar. Adios amigos.

Diana.

PS-o próximo post será o top 10 dos lugares mais incríveis e loucos que vi. E as histórias mais loucas como acompanhamento. Side dish, vá. Tipo umas chips.

4 thoughts on “Viajar sozinha – Dicas e Hacks de uma viajante.

  1. Diana , tenho acompanhado e tua experiência é simplesmente maravilhosa e uma inspiração. Obrigado mesmo . Beijinho

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